Como Funciona?
Podemos fazer uma analogia para entender o modelo. Imagine que todos os sistemas
estruturados com seus programas e banco de dados estão contidos em um grande computador
e que seus usuários acessam os sistemas apenas por terminais burros, ou seja, sem
processo local. Estamos no melhor dos mundos onde o crescimento poderá ser planejado
e compartilhado. Todos os dados estarão seguros e a desempenho será padrão para
todos os usuários. Não teremos problemas de segurança como vírus e spyware, pois
tudo será centralizado. Estamos em um Mainframe em 1980...
Com a evolução do downsizing onde os processos que eram exclusivamente executados
no Mainframe passam a ser executados em microcomputadores, surge a necessidade de
interligação de todos os elementos. Nesta hora, o modelo centralizado passa para
o modelo espalhado onde a performance dos equipamentos das pontas será fundamental
no resultado final.
Com a introdução do modelo cliente/servidor, a distribuição das tarefas entre os
equipamentos, servidores e estações de trabalho, obrigou a área de TI investir na
atualização periódica de todos elementos da rede. Novos sistemas sempre necessitam
de mais hardware nas estações (CPU, disco rígido e memória RAM).
Com a difusão do uso de ferramentas de automação de escritórios, cada vez mais informações
não estruturadas passam a ser armazenadas nas estações de trabalho. Estas informações
serão documentos, planilhas e apresentações essenciais para a vida da empresa tão
quanto seus sistemas ERP. Contudo, as estações de trabalho são mantidas e operadas
por usuários, sem preocupação com segurança e cópia diária para outro dispositivo.
Com a explosão dos vírus e ataques de hackers internos e externos a situação passou
ao nível do caos, obrigando a haver grandes investimentos na defesa do principal
bem da empresa, a informação. Quase todos os ataques estão concentrados nas estações
de trabalho.
Diante deste cenário, aparentemente sem solução, surge uma tecnologia, ou melhor,
um novo modelo de informatização. Todos os sistemas e informações, estruturados
ou não, passam a ser executados e armazenados no núcleo central de informação. Novos
sistemas podem ser implantados sem necessidade prévia de atualizar estações de trabalho
e principalmente paralisar o trabalho do usuário final.
A ampliação dos equipamentos centrais será planejada e racionalizada, pois um Gigabyte
de memória RAM será compartilhado por todos assim como espaço em disco e processadores.
O tempo de paralisação de um usuário final em função de uma quebra de máquina será
mínimo (5 minutos), o tempo de levantar e efetuar login na máquina ao lado. O nível
de perda da informação será nulo, pois tudo estará sob a segurança da área de TI.
Licenças de software poderão ser melhor distribuídas entre os usuários que realmente
necessitem, pois tudo será central inclusive a personalização do ambiente do trabalho
do usuário final.
O mesmo Desktop usado pelo usuário em sua mesa poderá ser usado em filiais, hotéis,
em casa, no carro, cybercafé, Telecentros, etc. Poderá imprimir localmente e, caso
seja permitido pelo administrador, gravar informações em disquete, HD, CD e Pendrive.
Com a tecnologia SBC, podemos disponibilizar aplicações Windows, Linux, Java e Unix
para qualquer dispositivo remoto, fazendo pouco uso de banda, permitindo acessar
sistemas em locais remotos usando celular ou linhas discadas, com total segurança.
Na empresa, podemos utilizar máquinas obsoletas como terminais, garantindo uma sobrevida
para os equipamentos. Podemos ainda utilizar Thinclients que terão uma vida útil
de até 10 anos, um custo mais baixo, gastando apenas 8 watts contra os 150 watts
das estações tradicionais, e padronizando o dispositivo de acesso para todos os
usuários. O suporte local para esta solução é praticamente nulo, apenas troca de
equipamentos, pois nada é gravado local.